| FESTIVAIS | O documentário está quase quase a invadir Lisboa no Doclisboa

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O Doclisboa é um dos últimos festivais do ano cinematográfico nacional e está já aí a bater à porta. Este ano, o documentário invade Lisboa entre os próximos dias 20 e 30 de Outubro, com uma selecção de mais de 250 filmes, provenientes de mais de 40 países. E, mais uma vez, a programação do Doclisboa faz-se com os grandes nomes da Sétima Arte e faz-se, sobretudo, de grandes histórias.

Há uma secção nova na programação desta edição, que se chama Da Terra à Lua, e que pretende fazer uma espécie de radiografia do mundo actual. É aqui que vai ser possível ver filme de Werner Herzog ou Rithy Panh, por exemplo. Existe, como sempre, a competição internacional e também a nacional. E existe, por exemplo, uma retrospectiva documental do cinema cubano. No entanto, a nossa categoria favorita é a Heart Beat, que se debruça sobre vários aspectos da nossa cultura popular, onde este ano há pelo menos uma obra que, se o mundo fosse um lugar justo, toda a gente iria ver.

Esse filme é Muhammad Ali, The Greatest, o documentário de 1974 de William Klein, que acompanhava a consagração do maior lutador de boxe de todos os tempos e que culmina com o seu combate no Zaire contra George Foreman. Há ainda nesta secção David Bowie (com Bowie, Man with a Hundred Faces or The Phantom of Hérouville), Siza Vieira (Having a Cigarette With Siza Vieira) ou Robert Mapplethorpe (Look at the Pictures), mas nós apostamos as nossas fichas todas em I am the Blues, sobre os últimos mestres do blues que ainda vivem no delta do Mississippi.

Falámos em cima de Rithy Panh, que vai ter no Doclisboa o seu muito aguardado sucessor de A Imagem que FaltaExile volta a falar do regime dos Khmer Vermelhos, no Camboja -, mas falar desta edição do festival e não mencionar Abbas Kiarostami era missão impossível. Em homenagem ao realizador iraniano, que nos deixou há não muito tempo, o festival vai exibir o seu último trabalho, Take Me Home. Este mini-filme passa juntamente com o documentário 76 Minutes and 15 seconds with Abbas Kiarostami numa sessão única e exclusiva.

E pronto, para terminar lembrem-se de apontar na agenda Lo and Behold, Reveries of the Connected World, o novo de Werner Herzog (vénias com saída à rectaguarda). É a estreia nacional deste documentário sobre o estado do mundo actual, global e em rede, a partir de uma série de entrevistas provocadoras. Provocador é uma palavra que costumamos ver associada ao cinema do alemão, não é?

 

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