| LISTAS | Os 12 melhores filmes de 2016 da Sara*

 * segundo os critérios completamente arbitrários de uma tipa a enfardar Ferrero Rocher como se não houvesse amanhã

Em Número 12, o Filme do Qual Nunca Ninguém Ouviu Falar, de Uma Realizadora Obscura, Porque Eu Sou Bué Cinema Underground e Isso Faz-me Melhor que Vocês Todos
Evolução, Lucille Hadzihalilovic

O que é que acontece neste filme? Bem, coisas. Coisas acontecem neste filme. É muito bonito de se olhar, também, o que me dizem que é super importante. É também o perfeito manifesto da agenda feminista, mas escrever isso seria um spoiler enorme e nós não fazemos isso porque somos fixes.

 

Em Número 11, Porque Apoiamos o Cinema Independente desde que Use Actores de Mega-Blockbusters Para Atrair Incautos a Um Cinema que Não é Para Eles, De Todo
 Swiss Army Man, Dan Kwan & Scheinert

Peidos e cadáveres são a receita perfeita para um filme de filosofia existencialista com um cheirinho a Ursinhos Carinhosos.

 

Em Número 10, Porque Precisamos de Mostrar que Nós Cinéfilos Também Gostamos de Desporto Desde que Filmado em Câmara Lenta e com Banda Sonora dos Anos 80 de Fundo
Eddie, a Águia, Dexter Fletcher

 É sobre uma das modalidades mais ridículas dos Jogos Olímpicos de Inverno, logo não é demasiado mainstream, apesar de ter o Wolverine. Também tem o Taron Egerton a cair de cu na neve repetidas vezes, se gostam desse tipo de coisas.

 

Em Número 9, Porque Queremos Dar Uma de Contacto com a Audiência em Geral, e Mostrar que Gostamos de Comédias de Acção, Apesar desta Ser Feita por um Nome de Culto
Bons Rapazes, Shane Black

Chinatown, mas com mais cenas de acção e com o bigode do Ryan Gosling.

 

Em Número 8, Porque no Fundo Somos Todos uns Adolescentes Emo e Passamos a Maior Parte das Noites a Planear Vinganças Contra Quem Gozou Connosco Durante o Liceu
Sing Street, John Carney

Novamente, música dos anos 80 e videoclipes de gosto duvidoso.

 

Em Número 7, Porque de Vez Em Quando Acordamos mais Cedo ao Sábado de Manhã para Ver Desenhos Animados
Zootopia, Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush

Animação sobre os perigos dos estereótipos raciais e o quão incompreendidos são os senhores guardas passa-multas. Obrigatório para a criançada, especialmente para aqueles que insistem em estacionar em cima do passeio “só por uns minutinhos enquanto bebo aqui o café”.

 

Em Número 6, Porque Também Vemos Filmes de Super-Heróis
Deadpool, Tim Miller

Comprámos os dois volumes do O que é o Cinema do André Bazin, mas só os abrimos para pôr o nome e data na primeira página. Vide porque é que o Reynolds é o meu Ryan preferido.

 

Em Número 5, Porque Convém Pôr Filmes Europeus Na Lista Perto do Pódio, e Ainda Melhor se Ganharam Muitos Prémios
Chevalier, Athina Rachel Tsangari

 Um grupo de homens num barco fazem um jogo para ver quem é que tem a pila maior. A sério. É mesmo esta a história.

Em Número 4, Porque Este Ano foi Excelente para Documentários (Talvez porque a Realidade Parece Cada Vez Mais um Filme do Carpenter)
Weiner, Josh Kriegman, Elyse Steinberg

Não há novela brasileira que faça sombra às campanhas políticas norte-americanas. Estes tipos estavam a filmar o retorno à forma de um político que teve o azar de cair em desgraça em frente às câmaras. Bónus – fotos de cariz sexual.

 

Em Terceiro lugar, Porque Documentários para Televisão Também São Muito Bons, e Este é Das Lições de História Mais Depressivas de Sempre
HyperNormalisation, Adam Curtis

O filme ideal para perceber como é que chegamos ao clusterfuck actual em que estamos. A culpa é toda, como sempre suspeitámos, do Michael Bay.

 

Em Segundo Lugar, Porque Há Sempre um Filme sobre o Holocausto Nestas Listas
O Filho de Saul, László Nemes

Bolas pá, mas este é mesmo bom. A sério. Vejam.

 

Em Segundo Lugar Ex-aequo, Porque Já Tinha Começado A Lista Quando Vi Isto e Não me Apetece Mudar os Números
A Criada, Chan-wook Park

Vocês julgam que sabem sobre o que é este filme. Estão muito enganados. Bónus: Lésbicas e Hentai.

 

Em Primeiro Lugar, Porque Já Vi o Filme e Sei que Vai Arrebatar Prémios como se Não Houvesse Amanhã
La La Land, Damien Chazelle

Tinha tudo para ser uma bosta (musical, Gosling romântico e actriz falhada em Hollywood) mas consegue ser das melhores coisas que agraciou os ecrãs desde que os irmãos Lumière filmaram aquela senhora de reputação duvidosa com as bolas de ping pong.

 

A Menção Honrosa, Porque Ainda Não Vimos Mas o Senhor do Talho Diz Que É um Espectáculo
O Primeiro Encontro, Denis Villeneuve

E o Senhor do Talho é que a sabe toda.

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