| LISTAS | Os 5 melhores filmes de Bob Dylan

Um dia depois de ter sido anunciado o nome de Bob Dylan como o novo Nobel da Literatura, a internet continua dividida e a esgrimir argumentos. Para nós, neste imodesto tasco cinéfilo, é apenas sexta-feira. Por isso, aproveitando o pretexto, está na altura de apresentar como nossa primeira lista o top 5 dos melhores filmes de Bob Dylan (atenção, não são os filmes com o mestre…).

Menção Honrosa
Wonder Boys – Prodígios, de Curtis Hanson (2000)
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Bob Dylan é bem provável que se torne na única pessoa do mundo (ou, pelo menos, durante muitos longos anos), a ter um Nobel, Grammys e um Oscar. É certo que não é um Oscar de representação, claro, mas por melhor tema original – foi em 2000, com Times Have Changed, para o então muito falado Wonder Boys – Prodígios.

5º Lugar
Mentes Perigosas, de John N. Smith (1995)
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– Who’s your favorite poet, Griffith?
– My favorite?
– Oh, there are so many. How do I choose?
– I’m serious.
– Big D. Dylan.
– Get out!
– Why not?
– Well, I don… He’s n… You know, he’s not for everybody. I mean, he’s a little
long-winded, don’t you think? I suppose that’s ‘cause he wrote drunk.
– He had a drinking problem?
– Well, the guy’s Welsh. There ain’t a lot to do there.
– I thought he was from Minnesota
– You know, if the guy’s your favorite poet, you might want to read up on him a little bit. He was Welsh and he drank himself to death.
– Dead? He’s not dead. I saw him yesterday on MTV.
– You saw Dylan Thomas on MTV.
– Bob Dylan!
Mentes Perigosas não é um grande filme. É simpático, no máximo, e normalmente é mais conhecido pela música do Coolio do que por outra coisa qualquer. E Bob Dylan também não entra. Quer dizer, não entra fisicamente porque está lá em espírito. Porque é ao bardo que a professora Michelle Pfeiffer recorre para ensinar Inglês a um grupo de alunos problemáticos.

4º Lugar
Duelo na Poeira, de Sam Peckinpah (1973)pat
Bob Dylan fez alguns filmes como actor, todos esquecíveis, e também não é por este Duelo na Poeira que alguém se vai lembrar dessa sua carreira. No entanto, este western de Sam Peckinpah é o seu melhor trabalho, se bem que o seu melhor contributo para o filme não está no seu papel secundário, mas antes na banda-sonora que gravou. E é aqui que surge Knockin’ on Heaven’s Door, numa cena incrível, que Peckinpah nem queria meter inicialmente na versão final.

3º Lugar
No Direction Home, de Martin Scorsese (2005)bobdylanUm documentário sobre Bob Dylan realizado por Martin Scorsese. Podíamos usar só esta última frase para justificar esta terceira posição, que estaria tudo dito. Mas acrescentamos ainda que este é o mais completo documentário sobre o mestre, realizado por outro mestre (também habituado a fazer documentários sobre outros nomes do rock), que mergulha nas suas raízes e influências numa viagem até se tornar na voz de uma geração (de várias?).

2º Lugar
Don’t Look Back, de D.A. Pennebaker (1967)dont_look_back_end
Bastava aquele momento com Bob Dylan a passar cartões com as letras do Subterranean Homesick Blues, que acabou por lhe servir de teledisco, para Don’t Look Back ganhar este segundo lugar. Mas o documentário de D.A. Pen nebaker (que se fartou de trabalhar com malta do rock) é muito mais que isso. Filmado naquele ano-charneira da carreira de Dylan, em que trocou o acústico pela electricidade, o documentário acompanha num estilo gonzo a sua pseudo-digressão europeia. Hunter S. Thompson não teria feito melhor.

1º Lugar
I’m Not There – Não Estou Aí, de Todd Haynes (2007)dyl
Falámos dele no post anterior: Não Estou Aí é uma espécie de biopic sobre a vida e obra de Bob Dylan para quem já sabe tudo sobre a vida de Bob Dylan, ficcionando a ficção por vezes de forma literal, outras de forma surreal. É, no geral, confuso e nem sempre propriamente esclarecido, mas vale pela intenção e pela Cate Blanchett a fazer de Bob Dylan.

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