| CRÍTICAS | The Beatles – Eight Days a Week

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Estamos em 2016 e continuam a sair filmes sobre os Beatles. Faz sentido? Claro que sim! Tudo o que seja sobre os Fab Four nunca será demasiado. Até porque não gostar dos Beatles é como não ajudar uma velhinha a atravessar a estrada, já dizia na Bíblia.

The Beatles – Eight Days a Week é o documentário que Ron Howard montou para este ano da graça de 2016. E tendo em conta a mais que contada história dos Beatles, o que é que este filme tem de novo para acrescentar? Duas coisas, a saber: a) o foco na beatlemania, procurando perceber e explicar no que consistiu aquele fenómeno de massas à escala global (e que antecipou em décadas outros fenómenos semelhantes, como a biebermania, por exemplo, que toda a gente acusa de ser resultado de uma crise de valores, como que se esquecendo que o mesmo já acontecia nos anos 60 – só que com melhor música, o que parece perdoar tudo) e b) novos testemunhos de Paul McCartney e Ringo Starr, os dois Beatles vivos (pelo menos se ignorarmos as teorias da conspiração), que apesar de não revelarem aqui nenhum facto bombástico, é sempre agradável vê-los a falar.

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Ron Howard vasculhou o muito material de arquivo e montou um documentário que, tal como a música dos Beatles, reflecte o ritmo acelerado, expansivo e juvenil que fez com que o Fab Four revolucionasse inicialmente a música. Com uma breve abordagem da origem da banda – que toda a gente já conhece de trás para a frente e de frente para trás, seja em livros, documentários ou ficção (alguém mencionou Para Lá da Música ou Backbeat – Geração Inquieta?), The Beatles – Eight Days a Week centra-se sobretudo no período em que os Beatles se tornaram mais famosos que Jesus Cristo, com tudo o que isso significou e comportou à volta, até ao momento em que se cansaram do circo e deixaram de tocar ao vivo, refugiando-se no estúdio e revolucionando a música pela segunda vez.

Ver e ouvir os Beatles em ecrã grande, com boa imagem e som é sempre um prazer e só isso já justificaria a existência deste filme nas salas de cinema. Além disso, The Beatles – Eight Days a Week faz ainda um excelente trabalho no retrato que faz ao nascimento da indústria do espectáculo e ao sentimento de ressaca que se segue à fama (e que, muitas vezes, acaba com muito boas carreiras e vidas). Não traz revelações chocantes, apesar de lembrar episódio importantes que muitas vezes se diluem na biografia da banda (como o facto dos Beatles terem-se manifestado contra a segregação nos Estados Unidos), mas não pode nunca ser acusado de ser inconsequente ou pouco pertinente. Até porque nunca é demais falar dos Beatles. Aliás, a simples menção do seu nome justifica quase por completo um McBacon, quanto mais o resto.mcbaconTítulo: The Beatles: Eight Days a Week – The Touring Years
Realizador: Ron Howard
Ano: 2016

3 thoughts on “| CRÍTICAS | The Beatles – Eight Days a Week

    • Gosto tanto do Ron Howard quanto gostava de ter um buraco na cabeça. Pior que ele só mesmo o Ridley Scott, que é a maior fraude de Hollywood. Mas os Beatles são os Beatles, né? Até eu fazia um bom filme sobre eles.
      Já estreou e já nem deve estar em sala nenhuma 😛 Passou de fugida por cá.

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