| CRÍTICAS | Assalto ao Carro Blindado

Durante a sua carreira, tanto no grande ecrã como fora dele, John Wayne personificou os valores de uma certa América, conservadora, patriarcal e democrata. No entanto, houve algumas excepções em que passou para o outro lado da barricada. Assalto ao Carro Blindado é um desses raros casos, em que Wayne une forças a Kirk Douglas para assaltarem uma diligência que transportava ouro. É certo que Wayne foi preso injustamente e agora só se quer vingar do bandido sem escrúpulos que o tramou, mas isso agora não interessa nada.

Assalto ao Carro Blindado é um filme que abraça de braços abertos o factor entretenimento do western, mais perto das matinés aventureiras de Errol Flynn do que dos grandiosos filmes de caubóis e dos seus mitos fundadores. E, talvez por isso mesmo (por essa despreocupação), tenha envelhecido bem melhor que a maioria dos seus parentes próximos.

Filmado em glorioso panavision, Assalto ao Carro Blindado é um colorido filme de acção (literal e figurativamente), que vive sobretudo d química entre Wayne e Douglas. Especialmente este último, que rouba a maior parte das cenas em que aparece, com a sua covinha no queixo (de dormir sobre o anel) e os seus saltos atléticos para cima do cavalo. Assalto ao Carro Blindado é um percursor dos buddy movies, que nos anos 80 fizeram escola (olá Arma Mortífera, olá 48 Horas).

Depois, tudo é rematado com o assalto final ao tal carro blindado, o equivalente ao carro da Prosegur da altura, mas com uma metralhadora no topo. A cena é espectacular, Douglas e Wayne fazem as suas habilidades e Assalto ao Carro Blindado leva para casa um dos Le Big Macs mais peculiares da história do western clássico.Título: The War Wagon
Realizador: Burt Kennedy
Ano: 1967

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