| CRÍTICAS | Do Not Touch Me

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O ZEN, iniciais para Zona Espansione Nord, é uma espécie de bairro social nos arredores de Palermo, na Sicília italiana. É, portanto, um bairro onde o betão impera e em que os jovens não vislumbram grande futuro.

Pelo menos essas são as duas grandes conclusões que tiramos de Do Not Touch Me, o documentário em que Ludovica Tortora de Falco acompanha alguns adolescentes no lufa-lufa quotidiano. É uma espécie de cinema verité, mas do qual a realizadora não se exclui totalmente, já que às vezes não resiste a interrogar directamente os putos, especialmente a Fabrízio, que é uma espécie de personagem principal do filme.

Do Not Touch Me é quase uma experiência imersiva, em que nos tornamos em mais um camarada daquele grupo de jovens, para os quais a amizade é o único refúgio da solidão e do isolamento. Não deixa de ser, no entanto, um filme que também é hermético, sem grande saída, fechado no próprio círculo que desenha. Se tivesse mais tempo arriscaria-se a consumir-se a si próprio, como acontece aos poucos com aquele bairro. E se isso acontecesse, sairia daqui com bem menos do que um Double Cheeseburger.double-cheeseTítulo: A Noi Ci Dicono
Realizador: Ludovica Tortora de Falco
Ano: 2016

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