| LISTAS | Os 9 Melhores Filmes de 2018

Todos anos é tão inevitável surgirem as listas dos melhores do ano, como o respectivo texto a acompanhar a dizer como foi difícil fazer a escolha. No entanto, este ano a coisa não podia ser mais sincera. É que foi mesmo difícil escolher os melhores. E não por terem sido muitos…

Por isso, este ano o Royale With Cheese não publica o que considerou serem os 10 melhores títulos a estrearem entre nós durante o ano civil de 2018, mas sim… os 9 melhores. Terá sido um ano fraquinho em termos cinematográficos ou fui eu que vi poucos filmes? Vocês decidem.

1º Lugar:
Custódia Partilhada, de Xavier Legrand

Eis a adaptação cinematográfica de uma notícia do Correio da Manhã. Tudo começa como A Guerra das Rosas e, no final, termina como o Shining. E o estômago fica-nos apertadinho, com a comida ali presa no esófago a não querer ir para baixo nem para cima…
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2º Lugar:
Shoplifters – Uma Família de Pequenos Ladrões, de Hirokazu Koreeda

O melhor filme de Hirokazu Koreeda desde Ninguém Sabe é uma reflexão sobre a família. Será a consanguinidade um fundamento para a família ou, como diz aquela frase inspiradora da internet, os amigos são os familiares que não escolhemos?
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3º Lugar:
O Sacrifício do Cervo Sagrado, de Yorgos Lanthimos

Yorgos Lanthimos fê-lo outra vez. Neste salto para Hollywood, o grego não só não perdeu identidade como ainda reforçou mais o seu cinema, feito de metáforas e simbolismos, num formalismo tão rígido quanto narcótico. A par de Nicolas Winding Refn, Lanthimos é o tipo que aí anda a fazer o mais autêntico cinema de autor.
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4º Lugar:
Um Lugar Silencioso, de John Krasinski

Se no espaço ninguém nos ouvia gritar, em Um Lugar Silencioso se alguém bocejar mais alto será imediatamente comido. É que existem umas criaturas alienígenas extremamente sensíveis ao ruído que, basta ouvirem o mais ligeiro ruído, para atacarem impiedosamente. Eis o mais inquietante survivor movie do ano, que nos lembra que o som é muitas vezes tido como garantido no cinema de forma injusta.
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5º Lugar:
A Morte de Estaline, de Armando Iannucci

É tão difícil aparecer uma comédia que nos faça realmente rir. E quando esta é tão divertida quanto mordaz, tem que aparecer obrigatoriamente nesta lista. Eis o filme que os comunistas vão odiar.
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6º Lugar:
Roma, de Alfonso Cuarón

Será um dos grandes papa-prémios de 2018. O regresso de Alfonso Cuarón ao seu México natal é uma novela feita para a Netflix, num preto e branco contrastado, que capta um determinado tempo e um determinado espaço, num daqueles tipos de filmes em que, aparentemente, não se passa nada durante duas horas e de repente termina e está tudo diferente.
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7º Lugar:
Blackkklansman – O Infiltrado, de Spike Lee

Não sou grande fã do Spike lee, mas aqui dou o braço a torcer. Além disso, Blackkklansman – O Infiltrado dialoga com os tempos actuais com grande pertinência, numa daquelas histórias que são tão bizarras que só poderiam ser reais.
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8º Lugar:
Cabaret Maxime, de Bruno de Almeida

Há uma questão que se coloca em Cabaret Maxime que nunca saberemos responder: se não fosse filmado em Lisboa estaria aqui nesta lista? Provavelmente não. Mas o casamento entre os gangsters de Martin Scorsese com o ar decadente da noite lisboeta em geral e do Cais de Sodré em particular é das coisas mais felizes que o cinema vai poder presenciar durante a sua existência.
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9º Lugar:
The Florida Project, de Sean Baker

Sean Baker refaz o seu anterior Tangerine, mas agora com crianças em vez de transexuais e com câmaras digitais em vez de iPhones. E a coisa melhora exponencialmente, com um conjunto de micro-histórias num motel nas traseiras da Disneylândia, que é uma espécie de versão contrafeita desse parque de diversões e do próprio sonho americano.
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Lugar para algo que não é um filme, mas que deve ser referido:
Nanette, por Hannah Gadsby

O especial de stand-up da Hannah Gadsby, que está na Netflix, é o grande acontecimento de 2018 e que, infelizmente, pouca gente vai ver. E, no entanto, a sua visualização devia ser obrigatória. Nanette está para a comédia assim como o FMI, do José Mário Branco, está para a música. Ou seja, para acabar de vez com ela!

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